Dou por mim a escrever sobre promessas, olhares, tristezas, momentos, amor, tudo coisas suaves ao olhar de quem lê, com muito já escrito e muito ainda por escrever. Por isso, por vezes acho bem parar para tentar reinventar um bocado o que escrevo, e o que quero escrever. Escrevo porque são conformidades e atitudes que me deixam curioso, e que procuro compreender exactamente como surgem e o que significam.
Os sentimentos surgem com a mesma facilidade com que são quebrados, e aqui entra a teoria das rotinas que eu defendo: com tanta gente a quebrar sentimentos, acabamos por nos desfazer de toda a sensibilidade que tínhamos ao simples começar e acabar de uma relação, acabamos por banalizar o desenvolvimento e o fim de uma relação de partilha, que supostamente seria eterna.
O que é que se passa com as pessoas? Ninguém parece ter medo de ser deixado para trás, todos se apresentam muito calculistas, sabem até onde podem ir, decoram o que vão dizer e concentram-se no que nunca devem pronunciar, no fundo, reduzem-se a seres amestrados sem liberdade própria. Sinceramente? A mim mete-me medo, muito. Porque eu nunca vou querer ser assim, e todos os dias o evito.
Já não se vivem mais aqueles dias de emoção, e as pessoas de coração acelerado. Bolas.
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