sexta-feira, abril 22, 2005
My Desk




Estes senhores não sabem mesmo fazer nada que não soe bem ao ouvido.

started a search to no avail
a light that shines behind the veil trying to find it
and all around us everywhere
is all that we could ever share if only we could see it
feel there's truth that's beyond me
life ever changing weaving destiny

and it feels like i'm flying above you
dream that i'm dying to find the truth
seems like your trying to bring me down
back down to earth back down to earth

layers of dust and yesterdays
shadows fading in the haze of what i couldn't say
and though i said my hands were tied
times have changed and now i find i'm free for the first time
feel so close to everything now
strange how life makes sense in time now

and it feels like i'm flying above you
dream that i'm dying to find the truth
seems like your trying to bring me down
back down to earth back down to earth
back down to earth back down to earth


Anathema, Flying


Podia esgotar definições, e arrancar palavras ao céu, só para conseguir explicar o que sinto. Mas estou saturado de me exprimir. Vou parar até não sei quando. E vou escrever-me. Escrever-me só para mim, o mais pessoal possível.

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pelo Miguel às 1:01 da tarde | aqui | 13 comments
segunda-feira, abril 18, 2005
Dia pálido

Acabo de abrir a janela, na ânsia enorme de sentir a brisa acariciar-me a face. Passou mais um dia pálido. Penso em tudo, mas ao mesmo tempo não penso nada, simplesmente por me convencer de que o raciocínio que desenvolvo não me leva a lado algum, e nunca vai cativar ninguém

Sinto que ando um pouco perdido num mundo que eu próprio criei, com as virtudes e defeitos que conquistei desde o nascer.

Às vezes gostava de ser diferente.

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pelo Miguel às 10:16 da tarde | aqui | 7 comments
sexta-feira, abril 15, 2005
(nice dream)





Is anybody out there?

Can someone tell me everything's alright?

Please.

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pelo Miguel às 1:09 da tarde | aqui | 3 comments
quarta-feira, abril 13, 2005
Amarras

Quando à noite o quarto se cobre com um manto calado de incertezas, e quando a música parece que nos rouba as palavras, e quando cada palavra que ousamos libertar parece quebrar o vazio incomodativo, e percorrer todos os quantos do quarto, degolando qualquer forma de silêncio depreciativo, aí.. aí não existem amarras que nos prendam as lágrimas ao coração, não existem olhos que nos fotografem e julguem os sentimentos e muito menos existirá alguém que nos conforte a alma sobressaltada.
À noite somos só nós. Somos nós, diferentes do que mostramos aos outros durante o dia, onde a insegurança nos pinta um sorriso na cara triste, e canta gargalhadas onde outrora coabitavam suspiros e desabafos.
De noite somos nós. De dia pômos a máscara imposta pela sociedade caótica e egoísta, tentamos dar-nos ao mundo, sem que nunca nos percebam na nossa verdadeira essência.

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pelo Miguel às 9:58 da tarde | aqui | 6 comments
segunda-feira, abril 11, 2005
Necessidade

A confiança tropeçou na ingenuidade, e caí desamparada, rumo ao infinito escuro.

Desejamos a atenção de quem nos rodeia, mas nunca em excesso, não. Ficarmos dependentes de uma ou mais pessoas não nos favorece, antes pelo contrário. Estarmos sujeitos à sua piedade e vontade, só nos limita o nosso espaço e o nosso humor.
E quando nos olhamos por fora, não nos revemos na pessoa que é delineada pelos nossos dedos perfeccionistas, vemos outra pessoa completamente destroçada, e atada a memórias, passados bonitos e esperanças corrompidas ao tom do tempo.

Quando nos debruçamos sobre o querer, não nos assustamos com a presença da necessidade, a razão única de tudo. Estamos assim, só porque necessitamos de um carinho, e estamos bloqueados pelo preconceito que assombra a carência de um ser humano.


Round here, we all look the same..

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pelo Miguel às 10:39 da tarde | aqui | 4 comments
sexta-feira, abril 08, 2005
Entretantos do tempo

Difundo-me nos entretantos do tempo. Não quero perder mais nenhuma recordação. Vou estender as mãos a tudo de bom que vier, absorver tudo até chegar à mente, para nunca mais de lá sair. Acabaram-se as memórias desfocadas, agora sou capaz de reconstruir tudo, projectar, e responder com um sorriso aberto.

Uma calma vinda de não sei onde. Tudo simples num singelo abrir e fechar de olhos. Há promenores que perderam importância, outros que se reassumiram como preponderantes. Há que viver acima de tudo. Só não suporto o tédio que me envolve nestes dias.

Um obrigado à pessoa que me ouviu com muita paciência, e me fez ver as coisas com outros olhos.

Já agora, uma sugestão: Bloc Party, So Here We Are Vale a pena.

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pelo Miguel às 11:10 da tarde | aqui | 2 comments
terça-feira, abril 05, 2005
O que é que nós somos?

O que é que nós somos?

Esta pergunta faz parte de um dos muitos brilhantes diálogos do filme O Amor é Contagioso, filme que vi por acaso, numa tarde destas. Pode ser interpretada de várias maneiras, para mim é bastante clara, mas acredito que muitas pessoas encontrem ambiguidade na pergunta. Faz pensar, é certo.
Digam, interpretem.


..O que é que nós somos?

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pelo Miguel às 9:55 da tarde | aqui | 7 comments
domingo, abril 03, 2005
Tempo esfomeado

O tempo esfomeado come a esperança, e limito-me a beijar as palavras que tenciono um dia dizer.

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pelo Miguel às 10:43 da tarde | aqui | 4 comments